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File flowplayer-3.2.2.zip
Date 2010-06-03
Size 112 kB
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Auditórios e Teatros

Podemos elaborar projetos completos para auditórios, (sistemas de áudio e vídeo projeção), que contemplem desde os aspectos arquitetônicos e acústicos, incluindo os diversos detalhamentos que compõem todos os acabamentos de um auditório.
Os equipamentos destinados a compor os sistemas de áudio (som) e vídeo projeção de um auditório devem atender aos objetivos de utilização do auditório, nem mais, nem menos !!!
Tudo deve ser pensado, desde o mobiliário da cabine de comando, poltronas e iluminação cênica e de emergência.
A infra-estrutura deve sempre ser projetada para permitir que expansões futuras.
Não podemos deixar de mencionar as questões de acústica do ambiente, que certamente será determinante no que se refere à qualidade de áudio e na inteligibilidade (capacidade de compreensão / entendimento).


Inteligibilidade em Auditórios, Salas Multimídia e Plenários.

O que é isso ?

Em um ambiente com recursos audiovisuais (sonorização e vídeo projeção) o tr (tempo de reverberação) de um auditório, nada mais é do que o tempo que um som leva, após ser emitido, para percorrer o ambiente e perder potência ao ponto de se tornar praticamente inaudível em um auditório (não se consegue ouvi-lo com distinção).
O tratamento acústico de uma sala de reuniões, sala de treinamentos, salas multimídia ou de um auditório, deve ser tratado de forma que possibilite aos ouvintes, entender / compreender todas as frases / palavras que fazem parte das palestras e ou cursos, isso se chama “inteligibilidade”.
Existem métodos e controles que permitem ao projetista dos sistemas medir o nível de inteligibilidade de um auditório / sala, utilizando equipamentos como Analisadores de Spetro, e planilhas padronizadas contendo textos e palavras que devem ser utilizadas nos procedimentos de testes de compreensão.

Acústica para auditórios

Navegando por aí, encontrei um artigo excepcional sobre projeto acústico aplicado em auditórios. O texto não fala especificadamente sobre igrejas, mas o conhecimento passado é muito importante para todos nós, que em geral vivemos nos digladiando com a acústica de nossas igrejas. O autor é Consultor em Acústica. Participou de importantes projetos, como os da Sala São Paulo, Theatro São Pedro, Teatro de Araras, Teatro Alfa-Real, Credicard Hall.
Ao invés de preparar um artigo propriamente dito, decidi dividir algumas das minhas dúvidas e reflexões sobre a acústica de auditórios com o leitor da Revista dos Eventos. São questões que se referem à relação entre arquitetura e acústica de um auditório, assunto raramente mencionado mesmo nas revistas de arquitetura.
Um renomado arquiteto e querido amigo me perguntou: "O que há de mais avançado atualmente na acústica de salas e auditórios?". Frente ao velho mestre, ensaiei como resposta descrições de circuitos eletrônicos ou modelos computacionais, mas respondi com a sinceridade que ele merece: "Entender que arquitetura e acústica formam um único corpo". Cada vez mais nos convencemos de que a qualidade acústica de um auditório não é função apenas dos seus acabamentos, mas principalmente da geometria e volumetria. Tudo o que é incorporado (ou deixa de ser) no auditório determina sua qualidade acústica.
Espantosamente, a colaboração entre arquitetura e acústica de um audirótio nas fases iniciais de projetos de auditórios e teatros parece ser ainda um tabu no Brasil. E digo espantosamente porque a arquitetura brasileira nada deve à dos países desenvolvidos em auditórios, onde é normal que o projeto arquitetônico seja antecedido pelas diretrizes básicas de acústica e planejamento teatral. Nem por isso o arquiteto deixa de ser o autor do projetoa de um auditório! Ninguém duvida de que o Berlin Philharmonie tenha sido projetado por Hans Scharoun, embora o acústico Lothar Cremer tenha colaborado e interferido desde o início; ninguém tira de Carlos Villanueva e seus colaboradores a autoria da Aula Magna de Caracas, embora os coloridos móbiles de Alexander Calder instalados no teto para resolver uma questão acústica sejam marca inesquecível da sala de auditório!
Na mão contrária a esse procedimento, a consultoria em acústica no Brasil é freqüentemente chamada na fase de anteprojeto ou detalhamento, quando os aspectos fundamentais que governam a resposta acústica do auditório já estão definidos. E aí ficamos todos reclamando de que as salas de auditórios por aqui não têm a mesma acústica que as salas de auditórios do exterior, ou tentando acreditar que os consultores "internacionais" podem fazer milagres acústicos dos quais os profissionais locais são incapazes.
Arquitetura e acústica de um auditório formam um único corpo; é a arquitetura que determina a acústica do auditório. Talvez esta seja a lição mais importante que arquitetos e acústicos aprenderam em todo o mundo em se tratando de auditórios. O projeto acústico de auditórios, teatros ou salas de concerto não é cosmética da arquitetura. É importante sepultar definitivamente a idéia redutora e medíocre de que um "tratamento acústico adequado de um auditório" possa resolver problemas contidos no desenho arquitetônico. Os clientes dependem de nossa ajuda para entender que a colaboração profissional entre arquitetura e acústica se faz desde o início do projeto.
Poderia dar vários exemplos dessa colaboração no exterior e alguns poucos no Brasil. Mas a melhor prova recente são as diretrizes de projeto da nova Ópera de Oslo, na Noruega. Todos os requisitos acústicos de um auditório (geometria preferencial, volume, número de balcões, formas a serem evitadas) estão muito bem estabelecidos no programa de projeto antes que a arquitetura tenha sido desenvolvida ou sequer contratada.

Ao longo do século XX, os acústicos passaram a entender como a forma de uma sala de auditório influencia sua qualidade acústica. Por tentativa e erro, estabeleceu-se, por exemplo, que a forma de uma caixa de sapato é a melhor para salas de concerto devido aos benefícios das reflexões laterais. São salas longas, altas e estreitas como o Boston Shymphony Hall, o Royal Festival Hall ou a Sala São Paulo.

A influência dos anfiteatros e primeiros cinemas pode ser vista nos auditórios em forma de leque. Essa geometria normalmente apresenta problemas para espetáculos de música devido à falta de reflexões acústicas laterais, mas pode ser utilizada com sucesso em auditórios de convenções, palestras e debates, e até mesmo em teatros. Exemplos de salas em forma de leque são o Barbican Hall em Londres ou o Teatro Cultura Artística em São Paulo.

Se um auditório com capacidade para 125 pessoas destina-se preferencialmente à apresentação de palestras, ele terá um caminho de projeto; mas se esse mesmo auditório tiver a característica de uma sala de recital, onde serão apresentados solos musicais ou de teatro, obviamente o desenvolvimento do projeto será outro. Por exemplo: enquanto no primeiro caso um ambiente com 2,5m3/assento é adequado para dar partida ao projeto, no segundo caso estamos pensando em algo como 6,0 m3/assento.

Fico pensando que alguns pecados acústicos em auditórios podem ser evitados logo de início nos projetos. Quando vejo uma sala de auditório circular, torço para que ela se destine exclusivamente a palestras, mas não para teatro ou música. Salas de auditório circulares apresentam problemas sérios de geração de foco sonoro e péssima distribuição do som.

Da mesma forma, salas de auditórios em forma de leque, muito abertas, com as paredes situadas a mais de 30m uma da outra, não servem para teatros ou salas de música por falta de reflexão acústica lateral. Se esse formato for utilizado num auditório, o ângulo de abertura da parede lateral não deve ter mais de 30º e a parede do fundo precisa ser plana, e não côncava.

Nossos ouvidos não conseguem localizar sons no plano vertical, e as reflexões acústicas do forro de um auditório são percebidas como sons vindos do palco – uma ilusão muito útil. Um forro refletivo é, portanto, um componente essencial para auditórios. Muitos autores preferem desenhar o forro de forma a propagar o som para as partes posteriores (fundo) da platéia. A quantidade de material absorvente deve ser dosada apenas na fase de definição dos acabamentos. É um equívoco acreditar que lambris ou painéis podem corrigir desvios acústicos incorporados no desenho arquitetônico. Uma parede posicionada de forma incorreta não pode ser corrigida com tratamento acústico. Quando muito, seus defeitos podem ser minimizados.

Um eco é outro inimigo mortal dentro de um auditório. Uma vez detectado, deve ser corrigido, porque as pessoas o percebem e se incomodam. Superfícies côncavas no fundo de auditórios e frentes de balcões são fontes potenciais de geração de ecos.

Auditórios devem ser silenciosos, e para tanto existem critérios acústicos a serem adotados. Um nível de 20 dB(A) pode ser aceitável num auditório, mas é excessivo para uma sala de música. O controle de ruídos (tráfego, salas adjacentes, ar condicionado, hidráulica e equipamentos) é uma importante preocupação no projeto de auditórios. As casas de máquinas devem ser todas colocadas em pontos remotos, distantes das áreas acusticamente classificadas.

Se os profissionais brasileiros de arquitetura e acústica conseguirem se aproximar logo no início dos projetos, respeitando os limites de suas respectivas atividades, os requisitos do programa de projeto e a autoria do projeto arquitetônico, inverteremos esse paradigma de que, para conhecer auditórios com boa acústica, seria preciso levantar vôo rumo ao Hemisfério Norte.

Texto original em http://www.revistadoseventos.com.br

Poltronas para auditório

Para conquistar plateias, poltronas de auditório e salas de espetáculo devem atender a exigências que vão além da estética, da ergonomia e do custo por Juliana Nakamura Imagine-se diante de um majestoso palco italiano, seus sentidos tentando absorver a harmonia da orquestra. Mas há um inconveniente: a pequena distância entre sua poltrona e a fileira da frente em um auditório gera grande desconforto. Você se movimenta discretamente, procurando alívio, mas o assento responde rangendo em voz alta. Depois de algum tempo, a música já não importa mais. Tudo o que você quer é o fim do tormento.
Uma simples poltrona de auditório pode pôr a perder todo o trabalho arquitetônico, cenográfico e artístico de uma sala de espetáculos. A especificação correta dos assentos de um auditório é aspecto crítico para garantir a boa operação desses ambientes e exige a compatibilização de uma série de quesitos, como resistência, necessidade de manutenção, ocupação de espaço físico, interferência acústica, segurança e design, além do conforto.
Para Stephan Steyer, arquiteto da ST Arquitetura e Consultoria, a indústria está voltada, há algum tempo, ao atendimento das necessidades de grandes teatros e cinemas, que empregam assentos fixos. “Para esse tipo de projeto, a gama de soluções disponíveis é grande”, diz ele. O mesmo progresso não é notado nos auditórios e salas de reunião que necessitam de maior flexibilidade e mobilidade, incluindo os espaços de aula e treinamento. “Nesse segmento, há tempos não surgem novidades, tanto que recentemente fomos obrigados a importar dos Estados Unidos uma poltrona específica para uma área de treinamento de um centro de inovação, por falta de opções nacionais com prancheta removível”, lamenta Steyer.
Poltronas mal-especificadas em um auditório podem interferir negativamente em uma série de características das salas, a começar pela acústica. O consultor José Augusto Nepomuceno, diretor do escritório Acústica & Sônica, explica que um local destinado exclusivamente a concertos sinfônicos requer cadeiras com qualidades distintas das de espaços destinados a outros usos, como peças teatrais. Além disso, as poltronas de salas de espetáculo precisam receber acabamentos que contribuam para garantir às salas a mesma condição acústica independente da lotação.
“As especificações devem detalhar todos os aspectos do equipamento, inclusive o silêncio de operação”, diz Nepomuceno, reiterando que jamais devem ser aceitas poltronas que rangem quando as pessoas se levantam ou sentam, que necessitam de manutenção excessiva ou que possuam dados acústicos sem sustentação.
Decisivo para o comportamento acústico das poltronas em uma sala de auditorio, o estofamento também precisa auxiliar o controle de propagação de chamas em caso de incêndio e, ainda, ser termicamente agradável. “A cor, geralmente escura, é uma escolha do arquiteto, mas o tecido deve atender laudos técnicos que certifiquem resistência à abrasão e fixação da cor pretendida”, revela o engenheiro Ismail Solé, que participou de mais de 50 projetos de teatros em sua carreira.
Em conversa com a redação de AU, fabricantes condicionam o aperfeiçoamento do mercado à melhor comunicação com os especificadores e à elaboração de uma norma técnica específica para poltronas de auditório

Especificação crítica

Quais são as maiores dificuldades que envolvem a especificação de poltronas para auditórios?
ERNESTO MARQUES JR. Os problemas normalmente decorrem do desconhecimento dos especificadores sobre o impacto que as poltronas exercem na questão acústica do auditorio. Em espaços maiores há mais possibilidades para inserir mecanismos acústicos que irão favorecer a audição de um determinado tipo de espetáculo. Já em auditórios menores, o arquiteto precisa ter um pouco mais de cuidado com a escolha das poltronas, porque a condição de reverberação sonora fica mais impactante. A questão é complexa. Por isso, os arquitetos têm recorrido cada vez mais aos consultores de acústica, que recomendam o tipo de poltrona e outros elementos para auditorio que irão compor o espaço.

LAURA STRIFEZZI É preciso lembrar que há produtos específicos para cada tipo de ambiente. As exigências de um cinema, por exemplo, são diferentes das de teatros, igrejas, auditórios de espaços de ensino etc. Muitas vezes essas especificidades não são avaliadas por desconhecimento da existência de uma gama tão ampla de produtos.

CLÁUDIO GRINEBERG Um aspecto crítico diz respeito à profundidade e à disposição das poltronas nas fileiras. Muitos contratantes querem colocar um número de assentos maior do que deveriam, o que inevitavelmente acaba comprometendo o conforto. Há projetos de auditorios que adotam 80 cm de distância entre as fileiras, quando o recomendável é, pelo menos, 1 metro.

DOV ARMONI Vejo dois mercados distintos em relação às poltronas de auditórios. Há aquele com projetos mais sofisticados feitos por pessoas extremamente competentes.
As empresas procuram manter um relacionamento bem técnico e focado com esse grupo. Outro mercado é o de salas de treinamento de empresas, que são auditórios para 100, 50 pessoas. Nesses ambientes, muitas vezes se usam produtos sofisticados, mas nem sempre os arquitetos têm noção exata do que estão utilizando e por quê.

STRIFEZZI Garantir aos expectadores boa visibilidade em um auditorio é tão importante quanto a parte de acústica do auditorio. Por isso, qualquer que seja o tipo de auditório, é importante fazer estudo de isóptica.

CARLOS ROMANO Cada vez torna-se mais importante que especialistas das empresas fabricantes ofereçam suporte técnico adequado para que esses arquitetos possam projetar com liberdade e consistência um auditorio. Há uma série de detalhes a serem considerados e basta uma falha em um deles para colocar tudo a perder. A engenharia dos materiais precisa ser considerada, inclusive em relação à durabilidade e à manutenção. Esse tipo de produto exige uma especificação muito especializada. É nessa hora que o arquiteto mais precisa do apoio das empresas.

GRINEBERG Um problema que ainda ocorre é que muitas empresas fabricam cadeiras de escritório e adaptam esses produtos para auditórios, apenas colocando a poltrona sobre uma longarina, por exemplo. Poucas empresas fazem produtos projetados especificamente para auditório.

WAGNER ARAÚJO Mas esse segmento de poltronas para auditórios vem evoluindo muito. Dois momentos marcantes ocorreram nos anos 1990, primeiro com a entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor e, depois, com a vinda da rede Cinemark para o Brasil. A concorrência motivou outras redes de cinema e salas de teatro a se modernizarem. Isso também trouxe a especialização de vários profissionais em auditorios. Tanto é que hoje o Brasil está bem servido de profissionais que conhecem profundamente a questão de construção de auditório entre eles a Projetryx.
Como o setor é abastecido de normas técnicas ?

GRINEBERG Esse é um problema sério. É comum vermos empresas e profissionais que respaldam suas especificações na NBR 13.962, que é uma norma voltada estritamente para poltronas operacionais. Mas essa norma não tem concordância alguma com o aspecto de conforto no caso dos auditórios. O pessoal usa a NBR 13.962 como se fosse regra, o que não deixa de ser um engodo. Nós temos normas para rotas de fuga, para atender cadeirantes, para segurança. Mas não temos nada específico no Brasil que trate de poltronas de auditórios. Mesmo na Europa e nos Estados Unidos isso é muito limitado. Esse aspecto deveria ser esclarecido mais claramente para arquitetos e órgãos públicos para moralizarmos essa forma de especificação.

ARMONI Eu concordo que a norma é usada erroneamente. Mas a ABNT está com um projeto novo que é fazer uma norma de poltrona de auditório, justamente em resposta à necessidade de regulamentação. A base desse documento será a adaptação de uma norma norte-americana. Creio que demore pelo menos mais um ano para termos uma norma nacional que trate desse assunto de forma específica.

SANDRA GOMES Já foi realizado, inclusive, um primeiro encontro para preparação da norma. A segunda reunião está agendada.

ROMANO Seria importante que os arquitetos, sobretudo os que atuam nessa área relacionada a salas de espetáculo, se envolvessem mais com esse processo porque normalmente esse tipo de iniciativa é conduzida somente por fabricantes.

MARQUES JR. Se houvesse normas técnicas para as poltronas seria bem mais fácil especificar. Na realidade, hoje é possível encontrar no mercado poltronas que são verdadeiras armas. O pessoal adapta o assento e o encosto de uma poltrona de escritório, coloca uma base metálica, e chama isso de poltrona para auditório, o que é um absurdo.

RICARDO VARAGO Muitas vezes o comprador só quer uma poltrona que possibilite a lotação desejada dentro da metragem disponível. Se pudesse, eles pediriam uma poltrona-beliche.

ARMONI Temos que ter cuidado para não acharmos que a norma é a solução para tudo. As normas estabelecem requisitos mínimos. O texto em elaboração vai tratar de resistência, dimensionalidade, produção de acordo com as normas de segurança. Mas não necessariamente vai garantir maior conforto. Isso ainda vai ter que ser resolvido na concepção do produto e é o que vai diferenciar os fabricantes.

WILSON CUNHA Num mundo ideal, os especificadores participariam de mais reuniões como essa para trocar ideias com diferentes fornecedores ao mesmo tempo. Poucas vezes o especificador está aberto a esse tipo de diálogo com várias empresas simultaneamente.

GRINEBERG Há ainda a questão do custo. O arquiteto escolhe uma poltrona que custa R$ 800 e o contratante diz que só pode pagar R$ 450. Eu garanto a vocês que rapidamente vai aparecer uma dezena de empresas se dispondo a fabricar o modelo a esse preço, mas com qualidade duvidosa.

ROMANO Em nossa empresa, temos buscado diferenciar o produto de uso profissional do produto amador. É como ocorre com as furadeiras Bosch, que tem uma linha hobby com equipamentos bastante duráveis, que servem para trocar prateleira, fixar quadros etc. Se pegarmos essa furadeira para instalar poltronas em um auditório, já na terceira fileira ela vai fundir porque não foi fabricada para isso.
Qual é a tendência na área de poltronas para auditórios? Qual tem sido o foco dos desenvolvimentos?

ARMONI Na minha visão, a busca por simplicidade, seja na concepção do produto, seja na instalação, tende a dominar os desenvolvimentos nos próximos anos.

VARAGO A busca pela simplicidade e compatibilidade dos elementos é, de fato, uma tendência. O objetivo é fazer uma gama maior de produtos com menor quantidade de componentes, racionalizando o uso dos materiais. Além disso, creio que questão da sustentabilidade deverá ser cada vez mais valorizada, seja por uma questão de consciência ambiental, seja por marketing.

ARAÚJO A maior parte das soluções em poltronas para auditórios já é disponibilizada no Brasil. A grande transformação em curso é mais com relação ao respeito do indivíduo enquanto consumidor, ou seja, a preocupação com o conforto do usuário, com a visibilidade do assento etc.
GRINEBERG Muita coisa melhorou nos últimos anos, mas também há coisas precisam mudar. Está na hora de a industria brasileira, principalmente a ligada a mobiliário, apoiar o design brasileiro. No caso das poltronas de auditórios, muitas empresas de porte não valorizam o designer brasileiro. Isso é lamentável, porque há profissionais fantásticos no Brasil.

Poltrona de auditório Esbelta

Poltrona para Auditório Esbelta

A linha de poltronas Eventum, da Flexform, dispõe de um sistema rebatível de assento e encosto sincronizado que permite o abrir e fechar da poltrona automaticamente e possibilita ocupar menos espaço, além de oferecer maior acessibilidade. Com estrutura interna de aço, as poltronas dispõem de capa de proteção injetada em polipropileno e apoiabraços em poliuretano.

Poltrona de auditório Design Flexivel

Poltrona para Auditório Design flexível

As poltronas PAR2 e PAR3 da Escriba são indicadas para uso em salas de treinamento, convenções, auditórios e de espetáculos. Com design ergonômico para contemplar diferentes tipos físicos, contam com estofamento capaz de reduzir o tempo de reverberação de sons. Podem incorporar prancheta escamoteável e luz de vigia.

Poltrona de auditório Modular

Poltrona para Auditório Modular

A linha Auditório Show da Giroflex foi projetada para instalação em módulos, permitindo a utilização racional do espaço disponível. Os assentos estão disponíveis com duas opções de altura de encosto, além de um modelo com prancheta, que fica embutida no braço quando fora de uso.

Poltrona de auditório do interior

Poltrona para Auditório Do interior

Com design ergonômico, as poltronas para auditórios da Alberflex têm os assentos rebatíveis e acabamento do contra-assento e do contra-encosto em vinil. Produzidas em Sorocaba, interior de São Paulo, podem ser fornecidas com ou sem prancheta.

Poltrona de auditório Pesonalizavel

Poltrona para Auditório Personalizável

Disponibilizada pela Inside Office e especificada para os auditórios do Sesc Pinheiros, em São Paulo, a poltrona de auditório Fox se caracteriza por seu baixo custo. Com assento rebatível, permite facilidade de personalização com materiais como a madeira e o tecido.

Poltrona de auditório Passagem livre

Poltrona para Auditório Passagem livre

As poltronas ergonômicas da linha Cresta, fornecidas pela Global Mobilinea, possuem fechamento angular. Isso significa que assento e encosto se inclinam para facilitar a passagem nos corredores.

Poltrona de auditório Formato flor

Poltrona para Auditório Formato de flor

Entre os assentos para auditórios fornecidos pela Probjeto, um dos destaques é a poltrona Tulip. Com design italiano e tecnologia Lann, o modelo dispõe de sistema de abertura sincronizada de assento e braços, o que facilita o acesso dos usuários, seja em situações normais ou emergenciais.

Auditório Ibirapuera

Concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer há 50 anos, o Auditório Ibirapuera foi construído e doado pela empresa TIM Celular à Prefeitura do Município de São Paulo, sendo inaugurado em outubro de 2005.
“A música é uma linguagem usada por todos os povos para superar barreiras e diferenças. E nenhum povo domina essa linguagem com tanto talento quanto o povo brasileiro. A música faz parte da alma brasileira. Por isso a TIM investiu no projeto do arquiteto Oscar Niemeyer para o Ibirapuera. O objetivo da TIM, ao viabilizar a construção do Auditório, foi oferecer aos paulistanos um espaço com conforto e qualidade para que eles possam viver a música sem fronteiras”, afirma Mario Cesar Pereira de Araujo, presidente da TIM Brasil.
As obras tiveram início em 23 de fevereiro de 2003, com o lançamento da pedra fundamental e o edifício foi entregue em dezembro de 2004, como um presente da empresa à cidade de São Paulo pelos seus 450 anos. O Auditório foi construído sob supervisão do escritório de arquitetura de Oscar Niemeyer, que acompanhou pessoalmente as adaptações necessárias ao projeto original e teve um investimento da TIM de R$ 29 milhões.
Com 4.870m2 de área construída, o Auditório Ibirapuera é utilizado para atividades culturais compatíveis com sua dimensão e vocação, notadamente espetáculos musicais, além de dar espaço para o desenvolvimento de novos talentos da música e promover o encontro entre culturas e expressões musicais diferentes, no âmbito nacional e internacional.
O palco do Auditório merece destaque especial: uma boca de cena de 28 metros e 15 metros de profundidade. A capacidade interna do Auditório é de 800 pessoas. Além disso, uma porta de 20 metros, localizada no fundo do palco, quando aberta, permite espetáculos na área externa para aproximadamente 15 mil pessoas. O Auditório Ibirapuera abriga ainda em seu subsolo a Escola do Auditório, que visa o ensino de aperfeiçoamento musical para estudantes da rede pública e a possibilidade de acesso aos diferentes modos de aprendizagem que a engrenagem de funcionamento do auditório pode proporcionar, como por exemplo: cenotécnica, técnica de som e luz, produção de shows, entre outros. Também incentivará a presença de público jovem no meio musical por meio de programas específicos de formação de platéias
“A utilização do Auditório pode se estender a espetáculos de música programados para realização externa e interna, já que a abertura do palco para o exterior, os camarins e outros serviços imprescindíveis estão disponíveis”, diz Oscar Niemeyer.
A gestão do Auditório Ibirapuera cabe ao Instituto Auditório Ibirapuera, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), formada em abril de 2004 e que conta, em seu Conselho, com personalidades ligadas às artes e à cultura, especialmente a música e presidida por Mario Cohen.
“Este projeto é resultado da bela iniciativa entre a Prefeitura de São Paulo e a TIM Brasil para presentear a cidade com o Auditório Ibirapuera, nos exatos termos do projeto do renomado arquiteto Oscar Niemeyer. Este espaço abriga aulas de música, shows e espetáculos. Nos primeiros seis meses de funcionamento, o espaço foi considerado uma das melhores casas de espetáculo de São Paulo, atingindo assim o objetivo tanto dos administradores, quanto da empresa patrocinadora", destaca Mario Cohen
O Auditório abriga três grandes obras de arte: logo na entrada principal existe a escultura de Oscar Niemeyer, intitulada “Labareda”, no hall principal há a escultura da artista plástica Tomie Ohtake e no hall central da Escola do Auditório há um painel artístico de Luis Antônio Vallandro Keating, com 16 metros de comprimento e 2,5 metros de altura, intitulado “Ensaio de Orquestra”.

Instituto Auditório Ibirapuera

O Instituto Auditório Ibirapuera é uma OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - criada para dar suporte às novas expressões e visibilidade aos músicos que ainda não estejam inseridos no mercado musical. Além disso, o Instituto administra, por meio de co-gestão entre o Instituto e a Prefeitura, especificamente pela Secretaria da Cultura, o Auditório do Ibirapuera, sua programação e a Escola do Auditório.
A missão do Instituto é incentivar a expressão musical e seu uso como instrumento de integração, realização e conhecimento. Tem, entre outros, os objetivos institucionais de: promover o aprimoramento e a divulgação da música, tanto nacional quanto estrangeira, por meio de shows, festivais, concertos, conferências, premiações e quaisquer outras formas de manifestações artísticas; promover e apoiar o ensino da música; e colaborar com os poderes públicos, em projetos que beneficiem a educação e a cultura artística.
O Brasil ainda é um país carente de oportunidades aos seus talentos musicais. O Instituto Auditório Ibirapuera é ferramenta não só de difusão de conhecimentos, mas, também, do crescimento sustentável financeiro para se atingir a finalidade dos projetos a serem realizados no Auditório Ibirapuera, tornando-o um centro de referência musical no Brasil e no exterior.


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